domingo, 6 de janeiro de 2013

Capitulares realizam Dia da Memória


No dia da Epifania do Senhor, quando se celebra a festa de luz e da salvação universal. Dia no qual Deus se manifesta a todos os povos e Nações e, esses, vendo o Sinal se poem a caminho e o encontram na fragilidade de uma criança, as irmãs capitulares também se colocaram a caminho. "Desejamos nos encontrar com mais firmeza e profecia com a estrela (SINAL) que nos guia e guiará de forma segura na realização e vivência do nosso Carisma na IGREJA: comunicar Jesus ao Mundo" - comentam.

Nesta festa litúrgica, o dia das capitulares está sendo um tempo de fazer a Memória da Província a partir do 9º Capítulo Provincial, que pediu para as Irmãs Paulinas viverem com mais qualidade as relações, reverem a ação apostólica à luz do Carisma Paulino, o serviço evangélico da autoridade e obediência e o redesenho da presença missionária na Igreja e no mundo.

Na parte da manhã as capitulares estudam, em clima de oração e reflexão sapiencial e profética a avaliação realizada por todas as comunidades Paulinas da província do Brasil, sobre as propostas do 9º Capítulo Provincial.

Na parte da tarde, realizarão em quatro grupos de trabalho, cada grupo aprofundará uma das áreas, uma síntese do estudo realizado individualmente. Na síntese destacarão as realizações que mais contribuíram para o crescimento da Província, três problemáticas-chave e três propostas de caminho para a província nos próximos anos.

No fim do dia, em plenário, cada grupo apresentará o resultado do trabalho reallizado no grupo..

sábado, 5 de janeiro de 2013

Três atitudes para viver o 10º Capítulo

 
Para irmã Ninfa Becker, provincial, o 10º capítulo provincial deve ser vivido pelas irmãs capitulares e irmãs da província com três atitudes fundamentais: “ Precisamos viver o capítulo com um coração agradecido por tudo o que temos recebido de Deus; penitente, capaz de reconhecer os próprios limites e as fragilidades da nossa vida e missão e transbordante de esperança, capaz de se lançar à frente, livre do medo e do comodismo" diz irmã Ninfa.
Já as irmãs capitulares trazem consigo sonhos, desejos e a esperança de crescer juntas. As comunidades da província do Brasil estão se fazendo presente com orações, mensagens e com o desejo de mudança. Muitas mensagens postadas neste blog refletem o desejo de que a congregação possa se renovar e atuar de modo profético nos próximos anos.
As atividades dos dias 3, 4 e 5 estiveram voltadas para o conhecimento da realidade da vida e da missão da província brasileira. "Nestes dias foi dedicado um tempo precioso para olhar com carinho, respeito e inquietação as dimensões da vida e missão Paulina. Também olhar de grande misericórdia as debilidades, as pobrezas de recursos pessoais e materiais, mas, ao mesmo tempo, descobrir que na fragilidade, Deus age. Perceber com alegria que, apesar da diminuição das nossas forças físicas e envelhecimento, ainda há muita vida, profundo amor e paixão profética, que nos movem na realização de inúmeros projetos, inúmeras linhas de frente missionária, fazendo a Palavra de Deus chegar a muitos" - diz irmã Maria Rogéria Bottasso.
O rosto da província das Irmãs Paulinas no Brasil com suas realizações, problemáticas e prospectivas miram as irmãs para o horizonte da missão com novo olhar, que faz renascer a certeza de que o Senhor conduziu até aqui e conduzirá obra que ele mesmo fez surgir na Igreja.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dom Tomé celebra na abertura do 10º Capítulo Provincial



Para presidir a celebração de abertura do 10º capítulo, no dia 03 de janeiro, foi convidado dom Tomé Ferreira Silva, bispo diocesano de São José do Rio Preto (SP).  Em sua homilia, dom Tomé exortou as irmãs capitulares a proclamar com fé e coragem o Reino de Deus como mostram São João, o Batista, e o Discípulo Amado, o Apóstolo e Evangelista.
Segue na íntegra a homilia de Dom Tomé
HOMILIA NA MISSA DE ABERTURA
CAPÍTULO PROVINCIAL DAS IRMÃS PAULINAS, 03/01/13.

Na celebração da Santa Missa, momento antes da Comunhão Eucarística, o sacerdote levanta o Corpo de Cristo e, após breve introdução, variável, aclama: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.”(Jo 1, 29).  

Esta aclamação foi criada por São João Batista para apresentar Nosso Senhor Jesus Cristo aos seus contemporâneos, como ouvimos no evangelho proclamado na Liturgia da Palavra desta Santa Missa que estamos celebrando.
Dom Tomé: "Proclamar o Evangelho como São João,
o Batista, e o Discípulo Amado, o Apóstolo e Evangelista"
No início do nosso Capítulo Provincial, nos colocamos na escuta da Palavra de Deus, nos alimentamos da Eucaristia, nos abrimos à inspiração do Espírito Santo, emoldurados e sustentados pela vida e ação da Igreja.

É como expressão e parte constitutiva da Igreja, Mãe e Mestra, Povo de Deus, Corpo Místico de Cristo, que realizamos nosso Capítulo Provincial. É ela, a Igreja, que nos sustenta e emoldura nossa vida e ação enquanto Congregação Religiosa; aqui, moldura e tela se confundem, se encontram, não sendo possível distinguir muito bem onde começa uma e termina outra,  o conjunto é uma só obra de arte, fruto da ação única, porém multiforme do Divino Espírito Santo.

A Igreja nos recorda que nosso Capítulo Provincial se inicia no contexto do Tempo do Natal, no ano da Fé, convocado por Sua Santidade o Papa Bento XVI, durante a Jornada Mundial da Juventude, pois ela já acontece de fato, aqui e acolá, cujo encerramento será no Rio de Janeiro, na segunda quinzena de julho próximo.
EVANGELHO: 

O texto proclamado no Evangelho de hoje é altamente teológico. Por trás da simplicidade do fato e de seu relato há uma singela, porém profunda teologia, quase uma sinopse do Mistério da Salvação.
A aclamação de São João Batista, diante da proximidade física de Nosso Senhor Jesus Cristo, é estonteante: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” Quanta realidade veterotestamentária, com novo significado, está presente na expressão “cordeiro de Deus”; basta lembrar o êxodo e a liturgia subseqüente.

São João Batista não fala dos pecados, mas “o pecado do mundo”. De que se trata este pecado do mundo? Que relação ele tem com os pecados que cometemos, com os pecados sociais e com os pecados estruturais?
Num segundo momento, João dá humilde e comovente demonstração de conhecer a sua missão:

“Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim porque existia antes de mim.” São João Batista parece reconhecer a eternidade do Verbo, sua coexistência com o Pai e o Espírito Santo.
“Eu não o conhecia, mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim batizar com água.” Interessante, João, o Batista, não conhecia Jesus Cristo? Como pensar então a visita de Nossa Senhora a sua parenta Isabel? Durante o crescimento e juventude, os dois jamais teriam se encontrado?

São João Batista tem consciência do efeito simbólico de seu batismo, com água, de conversão, um propedêutico ao batismo no Espírito Santo!
No entanto, desconcertante é a conclusão do fato e do relato: “E eu vi e atesto que ele é o Filho de Deus”.  Eu vi e atesto. Ele é o Filho de Deus. Que força nestas palavras! Que convicção! “Eu vi e atesto que ele é o Filho de Deus.”

Afinal, o que viu João? “Vi o Espírito descer do céu como uma pomba e permanecer sobre ele.”
Ao mesmo tempo, volta a questão do conhecimento entre João e Jesus: “Eu não o conhecia...”. Ele então apela para uma testemunha mais que qualificada: “Aquele que me enviou para batizar com água, disse-me: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer é que batiza no Espírito Santo.’”

São João Batista tem consciência de que sua missão é um mandato divino, de Deus Pai, que o encarrega de apontar o Salvador, o Filho Jesus Cristo, com a assinatura ou o testemunho da pessoa do Espírito Santo.
O fato e o relato são altamente cristológicos e soteriológicos, tudo é direcionado para a salvação que Deus Pai oferece a nós filhos rebeldes, intransigentes e pecadores. A que ponto chega o amor de Deus! A que ponto chega o amor de Deus!

A história do amor de Deus é um drama, com muitos capítulos, um drama de amor e de paixão pela humanidade.
PRIMEIRA LEITURA:
Há uma perfeita sincronia entre o conteúdo da Primeira Leitura, da Primeira Carta de São João, e o Evangelho.

A comunidade Paulina da Cidade Regina e
capitulares celebram a fé no Senhor.
Nosso Senhor Jesus Cristo é apresentado como o Justo, sinônimo de Santo, fonte de nossa justificação, de nossa santificação: “aquele que pratica a justiça nasce dele”.
São João, o Discípulo Amado, é sempre bom recordar, mostra a nossa filiação divina como conseqüência do amor de Deus: “Vede que prova de amor nos deu o Pai: que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos .”

Nossa filiação divina nos faz diferentes, estranhos ao mundo: “Eis por que o mundo não nos conhece; porque não o conheceu.” O mundo não conheceu a quem? O Pai? O Filho? O Pai no Filho?
Num terceiro momento, o Discípulo Amado afirma que mesmo sendo filhos de Deus ainda não nos é claro o nosso futuro, o que seremos. Que futuro é este? O dia da manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo glorificado pela cruz e ressurreição, a parusia, no fim dos tempos, tema tão presente na primeira parte do nosso advento.

E o que nos aguarda? O que teremos? O que seremos? “Sabemos que por ocasião desta manifestação seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.” Semelhantes, sem dúvida, a Cristo glorificado.
Esta espera abre espaço para a esperança. E a esperança suscita o desejo da purificação, do perdão dos pecados, que ocorre n’Ele, em Nosso Senhor Jesus Cristo, pois Ele é puro.

São João Evangelista continua sua catequese mostrando que pecado e iniqüidade andam juntos, se identificam: “Todo o que comete pecado comete também a iniqüidade, porque o pecado é a iniqüidade.”
A conclusão é esplêndida, como a suma de um exímio professor: “Sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados e nele não há pecado. Todo aquele que permanece nele não peca. Todo aquele que peca não o viu nem o conheceu.” Nestes dois últimos versículos encontramos, se isto é possível, a síntese da Liturgia da Palavra que celebramos.

DESENVOLVIMENTO:
Tudo nos direciona para Nosso Senhor Jesus Cristo: o Tempo do Natal, o Ano da fé, a Jornada Mundial da Juventude. Ele é o centro, a razão de ser de nossa fé batismal, de nossa vida de consagrados: tudo n’Ele, para Ele, com Ele, por Ele. O encontro pessoal com Ele, tão insistente na Conferência de Aparecida, é fundamental, e só ele sustenta a paixão contínua da vida cristã e consagrada, pois este encontro não aconteceu, mas acontece, um capítulo por dia, como uma história dramática de amor. É isto o que nos mostra São João, o Batista, e o Discípulo Amado, o Apóstolo e Evangelista. Que lugar Nosso Senhor Jesus Cristo ocupa e ocupará em nosso Capítulo Provincial? É justo falar de lugar para Ele? São contradições de nossa limitada linguagem.

Irmãs Marlene, Ilza e Ninfa
Eu creio, afirmo, clamo, testemunho como São João Batista: “E eu vi e atesto que ele é o Filho de Deus”!? Afirmamos isso também como Congregação Religiosa?
Por outro lado, vivemos o drama da vida cristã: o já e o ainda não. Somos filhos de Deus, mas aguardamos a plenitude. Enquanto isso, nossa vida se desenvolve em meio aos pecados. Somos pecadores. Todos: Eu! Vocês! Ainda que você não queira, ou não admita: somos pecadores. Pecadores convertidos, pecadores em conversão, eis a nossa dignidade! A partir desta comunhão no pecado, menos abrangente que a comunhão dos santos, somos chamados a reconhecer o nosso lugar, humildemente, talvez como o Batista diante de Jesus Cristo. Como participante, delegada, neste capítulo, tenho consciência de minha condição, ou me sinto onipotente?

O sentimento da humildade nos abre para acolher o Espírito Santo, o artífice da vida nova, da vida renovada em Nosso Senhor Jesus Cristo, a brisa renovadora e responsável pela jovialidade da Igreja. Atentos aos sinais dos tempos, como estamos, neste prenúncio capitular: abertos e disponíveis para ouvir os clamores do Espírito Santo, escutá-los e traduzi-los em orientações para nossas comunidades? Temos consciência que Ele é o protagonista da Igreja e, consequentemente,  também de nosso Capítulo Provincial?
A esperança, fruto da fissura provocada em nós pelo pecado, e suas consequências, nos acompanha e acompanhará sempre. Ela retira o nosso olhar do aqui e do agora, alarga o horizonte do nosso olhar, inteligência, vontade e coração. Ela nos eleva, faz transcender, nos faz alçar vôo de águia. O que esperamos com o nosso capítulo? Qual a esperança das esperanças que não decepciona? O que nossas irmãs, que ficaram, esperam de nós e de nossos trabalhos! Trabalhemos pelo alimento que não se perde!

capitulares celebram a Palavra em sete idiomas

CONCLUSÃO:
Queridas Irmãs, permitam-me este adjetivo. Acho que posso usá-lo pois acompanho-as à distância, como convém, aquela distância amiga e respeitosa, mas ao mesmo tempo próxima e de cumplicidade.

As senhoras carregam um belo carisma colocado em suas mãos pelo fundador, o Beato Tiago Alberione, que o recebeu de Nosso Senhor Jesus Cristo e o viveu na força do Espírito Santo.
Para as operárias da comunicação, num mundo descrente e relativista, nada mais imperioso do que anunciar e testemunhar Jesus Cristo, com a escrita, a palavra e as imagens, com toda força, por sobre os telhados, olha aqui o mundo virtual como instrumento, de modo conveniente e até inconveniente, isto é, até mesmo a incomodar as pessoas.

A fé chega pelos ouvidos, diríamos hoje, também pelo olhar. E se não tivermos operárias da comunicação de Jesus Cristo e de seu evangelho de salvação, como as pessoas o conhecerão? Se não o conhecem, como poderão amá-lo? E se não amarem-no, como poderão seguí-lo? E se não o seguem, como poderão se salvar? Como soa oportuna a palavra do Apóstolo São Paulo, que tanto lhes é caro: “Ai de mim se não evangelizar!”
Que Nossa Senhora, Mãe de Deus, nossa Mãe, nos acompanhe neste capítulo provincial e nos assista com sua terna e materna proteção.


+ Tomé Ferreira da Silva
Bispo Diocesano de São José do Rio Preto, SP.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Palavra de abertura do 10º Capítulo

10º CAPÍTULO PROVINCIAL
Cidade Regina,  03-17 de janeiro de 2013
                                                                                                                                                                              Tema:
“Cremos, e por isso falamos ” (2Cor 4,13).
“Com fé audaz e profética,
façamos a todos a caridade da Verdade.”



Hoje, nos primeiros dias do Novo-Ano, que tivemos a graça de iniciar, vivendo ainda o clima de Natal que nos acompanha, com pe. Alberione dizemos que o "primeiro pensamento é de agradecimento ao Senhor que se dignou congregar-nos aqui" (Explicação  Const.1),  para  viver  e realizar este Capítulo provincial,  como representantes de todas as Paulinas da província que confiam em nós e nos elegeram para celebrar este acontecimento. Contamos com a presença do Governo geral, que nos acompanha com vivo interesse e amor. Estamos, também, em sintonia e contamos com a oração das Irmãs e jovens da província, das que vivem no exterior e que se unem a nós na oração. Contamos com a oração da Família Paulina e muitas religiosas de vida contemplativa, a quem pedimos orações, com as Paulinas espalhadas pelo mundo e que neste período também realizam os Capítulos provinciais.

Celebrar um Capitulo é sempre um desafio, uma graça, uma responsabilidade!
 Bem-vindas, queridas irmãs, estou muito contente de poder acolhê-las nesta casa, que podemos dizer, é a casa que nos ajuda a caminhar rumo à santidade, pois, aqui marcamos, todos os anos, nosso encontro especial com o Senhor durante o retiro anual e nos vários encontros apostólicos e formativos. Aqui, o Divino Mestre as acolhe com amor, Maria, a Rainha e São Paulo as estão esperando também.  Somos acolhidas pelo pe. Alberione e pela Mestra Tecla que, certamente, nos acompanham de perto neste tempo.

Sintam-se, portanto, profundamente acolhidas pelos nossos santos, pelos fundadores e por nós.  Sejam todas muito bem-vindas para juntas vivermos esta experiência de fé.

Com qual espírito entrar  e viver o Capítulo
É com um olhar de profunda fé e humildade que iniciamos oficialmente a Assembleia capitular prevista pelas nossas Constituições, e neste momento a declo aberta.  Conscientes dos nossos dons e dos nossos limites, reconhecendo primeiramente  que somos pessoas únicas e diferentes e que a riqueza de uma reunião deste tipo consiste exatamente na partilha das diferenças para um mesmo e único objetivo: aprofundar o carisma paulino, para juntas comunicar Cristo às pessoas de hoje.
Queremos colaborar com o Espírito Santo, para que nos conceda a graça de realizar um ato eclesial e um acontecimento de Congregação com visão ampla, capazes de observar, ver o presente com realismo e objetividade, sustentadas pela esperança obstinada de caminhar rumo ao futuro. 
Somente com a força da ressurreição, da relação profunda e transformadora com o Mestre podemos imaginar e apresentar, às novas gerações e ao povo, um carisma paulino vivido e pensado como vocação fascinante, pela qual dar a vida.

Sentimos a necessidade de viver estes dias em profunda  comunhão com Deus e entre nós, pois, onde há comunhão está o Espírito. No corpo há muitos membros e funções diferentes, mas o Espírito é o mesmo, diz São Paulo (1Cor 12,4ss). Temos necessidade umas das outras, para que a Congregação possa crescer em santidade, na eficácia apostólica, na alegria e no anunciar Cristo neste mundo da comunicação.  

Também as palavras de Pe. Alberione, escritas para preparar o mês de Exercícios espirituais para as FSP, em 1961, são força inspiradora para estes dias que desejamos sejam  "um tempo de reflexão e de renovação espiritual e apostólica" (Const. 144), e seja também um tempo para viver, fazer a experiência de crer de fato: Cremos, por isso falamos!  Que todos estes dias sejam permeados de  fé, que possamos perceber a presença constante de Deus, que nos acompanha e nos conduz pelos seus caminhos.

Para isso é necessário, como diz Alberione: "Revigorar a vida religiosa paulina significa viver de espírito sobrenatural. Significa pensar segundo a fé, julgar segundo a fé, falar segundo a fé, agir segundo a fé. Sobrenaturais! Acontece, às vezes, que o espírito sobrenatural vai diminuindo, e até as coisas mais santas são vistas com olhos humanos...  julgar tudo segundo a mente de Deus, segundo a fé. Isso é absolutamente necessário. Contar com a graça de Deus, saber que somos chamadas à santidade, que temos os auxílios, ver nas irmãs companheiras de viagem para o paraíso! Espírito sobrenatural! Este é o revigoramento da vida religiosa paulina" (Alberione, Explicação das Constituições p. 48-50).

Estas palavras de pe. Alberione estão em perfeita sintonia com o tema do Capítulo geral: “Cremos, e por isso falamos ” (2Cor 4,13).  “Com fé audaz e profética, façamos a todos a caridade da Verdade.”  Cremos, por isso falamos, requer de cada Filha de São Paulo que vivamos a fé, que testemunhemos a fé no dia a dia da vida,  para poder então falar  e comunicar.

Estão em sintonia com a Igreja, que proclamou o Ano da Fé e realizou um Sínodo sobre a Evangelização para a transmissão da fé. Tudo isso toca muito de perto a nossa vida e a missão de comunicar a Palavra hoje, às pessoas de hoje, porque o carisma paulino, vivido na fé, não "põe a mão no arado e depois olha para trás", porque não é nostálgico, mas criador de história. O carisma paulino não é sedentário, preocupado em repetir a mesma coisa, mas nômade, dinâmico, com desejo de novas experiências, de novos modos de evangelizar. Se não houver desejo de futuro, desejo de sonhar juntas, também paulinamente, se torna e nos tornamos estéreis, incapazes de gerar futuro, esperança e coragem nas novas gerações.

 O bom êxito deste Capítulo depende, em grande parte, das atitudes espirituais, das disposições interiores que animam cada uma de nós, as capitulares. Depende da preparação que cada uma realizou, da comunhão entre nós, da profunda escuta, fé e, sobretudo, da abertura à ação do Espírito Santo que nos conduzirá cada dia.

Cada uma traz dentro de si uma grande riqueza de preparação, de experiência, de pensamento, desejos de bem, esperanças, sonhos etc., e queremos partilhar este dom com as demais, crescer juntas e realizar, com alegria e serenidade, este empenho de Congregação que é o Capítulo provincial, em vista do Capítulo geral e em vista, também, da nossa província brasileira.
Como podemos transformar esta celebração capitular em evento do Espírito
e em momento de comunhão, de fé, de profecia?

Objetivo do Capítulo
O objetivo do Capítulo provincial é avaliar  a caminhada da província, nos seis anos, desde o último Capitulo geral de 2007 até hoje 2013, e em todas as dimensões da vida paulina e, juntas, perceber os apelos do Espírito,  para onde Ele nos conduz, por onde Ele quer que caminhemos daqui para frente.  Preparar o Capítulo geral mediante a elaboração dos  relatórios e as propostas que deverão ser-lhes apresentadas, bem como sugerir eventuais emendas às Constituições e ao Diretório. O Capítulo é chamado, também, a dar sua colaboração para o Instumento de traballho, seguindo a dinâmica nele apresentado. É missão do Capítulo eleger as delegadas ao Capítulo geral. “É uma assembleia formada por membros de direito e membros eleitos, que representam as irmãs da província. É um tempo de reflexão e de renovação espiritual e apostólica" (Const. 144).

O Capítulo deve renovar em nós a alegria de ser irmã, de ser paulina, de fazer de nós uma comunidade nova, sinal e presença do amor de Deus para o povo. O Capítulo nos chama a “crer na força do nosso carisma” e, livres do medo, do comodismo e do desânimo,  ter a audácia evangélica de nos lançar por caminhos novos, mesmo que desconhecidos e não gratificantes.

Uma vida nova é possível, porque o Espírito continua lançando sementes novas no coração da história,  e em nosso coração. Vivemos tempos difíceis, mas não vamos nos amedrontar, porque não é real só a realidade que conhecemos, mas também aquela que buscamos, da qual temos necessidade; aquela que o Filho de Deus veio anunciar e é o sonho do Pai para nós.

Não é mais possível uma vida religiosa paulina que não tenha claro seu núcleo “identitário”, isto é:
a) a experiência do chamamento gratuito (chamou os que quis); b) a descoberta  de que "estar com Jesus" é conviver com outros. Jesus cria comunhão (“e foram a ele, (...) para que ficassem com ele”); c) a missão, como horizonte de vida: viver para ser enviado (“para enviá-los a anunciar a boa- nova”) (Mc 3,13-14).

Não é possível uma vida religiosa sem amor, sem sentido de pertença, sem fé, sem a força do perdão, da acolhida, do diálogo e da escuta, da comunhão, do equilíbrio. Uma vida religiosa que não é sinal, que não aponta para o "primeiro amor", para o essencial.

Mas uma vida religiosa nova é possível, sim, e é este o convite e o chamado de nosso Capítulo: "Cremos, por isso falamos!" (2Cor,4,13),  a sermos mulheres de fé, mulheres de Deus,  humanas, apóstolas, com a ousadia profética  de Paulo.
 
A vida religiosa não nasce das leis ou das estruturas que nos protegem, mas do sonho do Pai que sempre nos desinstala e nos envia pelos caminhos da vida e da história e nos faz encontrar aí o rosto do Deus vivo e comunicá-lo a todos com nossa vida e missão.

Metodologia
O método do Capítulo só pode ser participativo. Toda a preparação foi participada, o Instrumento de trabalho é fruto do empenho de todas, quando fomos consultadas sobre o que achávamos do tema, no início de 2012. A avaliação da Província foi feita com a participação de todas as comunidades, departamentos, setores, serviços, equipes. Portanto, nosso Capítulo seguirá esta mesma metodologia
de participação, faremos trabalhos em nível pessoal, em grupos, em assembleia.

Nos próximos dias, a partir de hoje à tarde, teremos a oportunidade de entrar em contato com a realidade da província, primeiramente para  agradecer a Deus  por tudo  o que Ele realizou nela e através dela.  Para rezá-la, refletir sobre ela, verificar o caminho percorrido nestes 6 anos,  os problemas e as  prospectivas de caminho futuro.

Através do contato com a Avaliação feita nas comunidades, nos departamentos, setores e serviços apostólicos, formativos, administrativos... e pelos relatórios que serão apresentados pelo governo provincial, somos chamadas a escutar as irmãs da Província, a ler nas entrelinhas o apelo profundo que brota das palavras expressas e não expressas, fazer uma leitura sapiencial, orante,  da nossa realidade.

Perceber por onde está passando o Espírito de Deus, o que nos está dizendo... o que está querendo de nós...  Escutar umas às outras... minha irmã tem uma palavra, uma mensagem a nos dizer. Escutar a Palavra de Deus com amor cada dia, ela nos transforma, nos habita,  e nos faz apelos de vida.  Escutar a Igreja, o povo  e, acima de tudo, o Espírito Santo.

A Palavra de Deus e a Eucaristia nos encorajam a abrir os olhos da fé para perceber a beleza, a riqueza espiritual, apostólica, humana, comunitária, formativa que há na Província, perceber nela a presença contínua de Deus, que  nos conduz e ilumina em todos os momentos e em todas as dimensões da vida paulina.

O  Pe. Alberione queria que cada  Instituto  verificasse a própria resposta ao projeto de Deus:  se  sabia  "dar santos ao céu e apóstolos para a Igreja" (cf. San Paolo, luglio 1957).

Para isso não basta a fé de poucas pessoas ou de quem governa para revigorar a vida paulina, trata-se de uma revitalização global. É toda a Congregação, é toda a Província que, com o Espírito de Deus, deve levantar-se, pôr-se de pé, responder ao projeto de Deus. Não bastam heroínas solitárias ou um pequeno grupo de reformadoras. Sem uma mentalidade coletiva de espírito sobrenatural, toda tentativa de reviver será insignificante.

O programa que será lido e aprovado pela assembleia indicará os passos a serem seguidos cada dia  e as etapas que constituem este Capítulo.
Desde agora,  agradeço de coração a colaboração generosa de todas vocês nos intensos trabalhos do Capítulo; agradeço também a oração, o acompanhamento e a presença virtual e espiritual de nossas comunidades e, juntas, elevamos nosso louvor à Trindade santa pelas "abundantes riquezas" de pessoas e de obras de bem que a Providência quis realizar, servindo-se  de nós, Filhas de São Paulo.
 
Pedimos ao Mestre Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida, que este Capítulo seja um tempo de graça, de renovação, de kairós para todas nós, para as nossas comunidades, para a Congregação e para a Igreja, pois, é um evento eclesial.  O Espírito Santo, atuando neste Capítulo nos ajude a reencontrar o "primeiro amor", o essencial da nossa vida consagrada-apostólica, a sermos verdadeiras discípulas-missionárias de Cristo, e a projetar, com coragem, o caminho futuro da Congregação, com a fé e a  audácia que vêm dEle.

Recomendamo-nos à Rainha dos Apóstolos, a São Paulo, aos nossos fundadores e a todas as irmãs que nos precederam na fidelidade ao carisma paulino, que nos acompanhem nos trabalhos capitulares e, do céu, intercedam a Deus por nós.
Desejo a todas nós bom caminho capitular, com abundantes luzes do Espírito para caminhar atentas à sua voz, na comunhão e na alegria, e tudo realizar para a glória de Deus e o bem das pessoas.

Bom caminho capitular a todas nós!!!

                                                                                                      Ir. Ninfa Becker
                                                                                                     Superiora Provincial

Imagens do 10º Capítulo Provincial das Irmãs Paulinas

Imagens do 10º Capítulo Provincial das Irmãs Paulinas

Irmãs Paulinas iniciam 10º Capítulo Provincial



Irmãs Capitulares no momento celebrativo


As Irmãs Paulinas realizam de 03 a 17 de janeiro o 10º Capítulo Provincial,
na Casa de Oração,
em São Paulo (SP), 
com o tema:
Cremos por isso falamos (2Cor 4,13). Com fé audaz e profética, façamos a todos "a caridade da Verdade".





Com a celebração eucarística, às 8h, presidida por dom Tomé Ferreira da Silva, bispo da diocese de São José do Rio Preto (SP), foi dado início ao capítulo com a palavra inicial de irmã Ninfa Becker, provincial, expressando as boas-vindas às participantes e convidando a todas a se deixarem tocar pelo Espírito Santo.
Dom Tomé: Capítulo seja vivido na FÉ
Em sua homilia dom Tomé recordou que o 10º Capítulo Provincial acontece "no contexto do Natal, no Ano da Fé, convocado por sua Santidade o papa Bento XVI e durante a Jornada Mundial da Juventude. (...) Tudo nos direciona para Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é o Centro, a razão de nossa fé batismal, de nossa vida de consagrados: tudo N'ele, para ele, com ele, por ele. O encontro pessoal com ele, tão insistente na Conferência de Aparecida, é fundamental, e só ele sustenta a paixão contínua da vida cristã e consagrada, pois este encontro não aconteceu, mas acontece, um capítulo por dia, como uma história dramática de amor. (...) Que lugar Nosso Senhor Jesus Cristo ocupa e ocupará em nosso capítulo provincial. (...) eu creio, afirmo, clamo, testemunho como São João Batista: "E eu vi e atesto que ele é o Filho de Deus"!? Afirmamos isso também como Congregação Religiosa?
Dom Tomé exortou as capitulares a terem consciência da sua condição de limitação e se deixarem envolver pelo sentimento de humildade, que criam as condições para acolher a "presença do Espírito Santo, artífice da Vida Nova, responsável pela jovialidade da Igreja".

Irmã Ninfa Becker, Superiora provincial,
declara abertos os trabalhos
capitulares
As capitulares tiveram um momento no qual expressarem o seu contato com a palavra e a palavra de fé que as motiva a viver o capítulo.

Em seguida, deu-se a abertura oficial das seções do capítulo com a palavra de Irmã Ninfa Becker.

Mensagem da Superiora Geral


 
Roma, 2 de janeiro de  2013
Ir Ninfa e Irmãs da Província do BRASIL
  
Caríssimas,

enquanto vocês estão reunidas para o Capítulo Provincial, em preparação ao 10° Capítulo Geral, gostaria de comunicar a minha presença e enviar-lhes os melhores augúrios para este trabalho. Será um precioso momento de encontro para todas vocês, de troca de experiências, de crescimento, no sentido de pertença, de redescoberta do "tesouro" do nosso carisma. Será uma oportunidade para reavivar a fé, fortalecer o relacionamento com a pessoa viva de Jesus que pode dar um novo significado para a vida e a missão.

O Espírito Santo, lhes dê a sua luz para que vocês possam penetrar no coração da vocação paulina, redescobrir a alegria de crer e comunicar a beleza da fé também  aos corações mais endurecidos dos nossos contemporâneos.

Desejo-lhes um encontro cheio de esperança, um olhar capaz de captar as coisas novas que já estão surgindo: "Não lembrem as coisas passadas, não considerem as coisas antigas. Eis que eu estou fazendo uma coisa nova, mesmo agora está brotando, vocês não percebem? ".

O Bem-aventurado Tiago Alberione e Mestra Tecla estejam todos os momentos com vocês nestes dias intensos e desafiadores. Na verdade, como enfatizava com grande confiança o Fundador:  "A Congregação está nas mãos de vocês, e são boas mãos”.
Sintam-se em união com todas as irmãs que nestes mesmos dias e nas próximas semanas viverão a preparação a este importante evento da Congregação e da Igreja.

Eu as confio à proteção da Rainha dos Apóstolos, mulher habitada pela Palavra, e a São Paulo, o apóstolo que acreditou e se deixou envolver totalmente pelo seu Senhor e, por isso, foi capaz de falar, de anunciar a todos o Evangelho da graça e da misericórdia.

Bom trabalho a todas! Com muito amor e gratidão.


Sr. Maria Antonieta Bruscato
     Superiora geral